Dados Institucionais
- Nome OficialParóquia São Gonçalo de Amarante
- Data de Criação23 de julho de 1819
- DioceseDiocese de Campanha
- PadroeiroSão Gonçalo do Amarante (santo português)
- Comunidades Rurais7
- Comunidades Urbanas13
Há mais de dois séculos, caminhamos com São Gonçalo do Sapucaí, unindo fé, tradição e serviço à comunidade.
Há mais de dois séculos, a Paróquia São Gonçalo de Amarante caminha lado a lado com a história de São Gonçalo do Sapucaí. Somos uma comunidade viva, construída sobre a fé, o serviço e a tradição, que se renova a cada dia sem perder suas raízes.
Convidamos você a conhecer nossa trajetória, participar de nossas atividades e fazer parte desta família paroquial que continua crescendo em comunhão e esperança.
Dados institucionais e formas de contato
A história da paróquia se confunde com a própria fundação da cidade
Tudo começou no auge da mineração colonial, quando a descoberta de ouro atraiu os primeiros povoadores para estas terras. Desde então, fé, cultura e vida comunitária caminham juntas em São Gonçalo do Sapucaí.
Dionísio da Fonseca Reis descobre as minas do "Ouro Fala" e "Ouro Ronca", dando origem aos núcleos de São Gonçalo e dos Paulistas.
Uma carta de confirmação de sesmaria já menciona o local como São Gonçalo Velho.
O povoado é elevado à categoria de arraial sob o nome de São Gonçalo da Campanha do Rio Verde.
É erguida a primeira ermida dedicada a São Gonçalo do Amarante, com registros de batismo e atuação do primeiro vigário documentado.
Em 23 de julho, a Paróquia de São Gonçalo do Amarante é oficialmente instituída como freguesia vinculada à cidade de Campanha.
A Igreja de Nossa Senhora do Rosário, erguida por mãos escravizadas, torna-se símbolo de fé, resistência e memória da população negra.
São Gonçalo é elevada à categoria de Vila e recebe o nome definitivo de São Gonçalo do Sapucaí.
A Lei nº 2.256, de 3 de janeiro, eleva a sede municipal à categoria de Cidade.
A Matriz é reconstruída em estilo eclético e neoclássico, consolidando seu papel como coração espiritual da comunidade.
Duas heranças que formam nossa identidade
Homenagem a São Gonçalo do Amarante, santo português beatificado em 16 de setembro de 1561 e posteriormente canonizado. É o padroeiro da cidade e da paróquia.
Palavra de origem tupi que significa "Rio que Grita", referência ao som dos frutos secos das sapucaias ao cair, abundantes nas margens do Rio Sapucaí.
Espaços de fé, memória e pertencimento
Sede da paróquia e coração espiritual da comunidade, a Igreja Matriz foi erguida em estilo eclético e neoclássico, em substituição às ermidas que a precederam desde antes de 1748.
Sua fachada apresenta dois pavimentos enquadrados por pilastras em relevo, frontão triangular decorado e torres imponentes. É nela que acontecem as principais celebrações e sacramentos.
Erigida por mãos escravizadas, é um dos mais importantes patrimônios históricos e culturais de São Gonçalo do Sapucaí. Preserva a memória de fé, luta e resistência.
Seu interior conserva imagens originais, elementos em madeira de feição barroca regional, sino de 1808 e tradição viva da Festa do Rosário, celebrada anualmente.
A Igreja de Nossa Senhora do Rosário é tombada como Patrimônio Cultural pela Prefeitura Municipal. Nossos templos permanecem vivos, acolhendo celebrações, sacramentos e atividades que fortalecem a fé comunitária.
Conheça a história do santo padroeiro
São Gonçalo de Amarante (c. 1187–1259/1262) foi um sacerdote português, peregrino, eremita e membro da Ordem dos Dominicanos. Conhecido por sua fé, caridade e alegria, dedicou a vida à oração, à construção de pontes e à promoção da paz. É padroeiro de nossa paróquia e símbolo de devoção, esperança e serviço ao próximo.
Padroeiro dos violeiros, engenheiros, casamenteiro e protetor contra enchentes.
Gonçalo de Amarante nasceu por volta de 1187, em Arriconha, na freguesia de Tagilde, próximo a Vizela, no norte de Portugal. Oriundo da nobre família dos Pereira, cresceu num ambiente que valorizava a fé e a educação. Desde menino, demonstrou inclinação para a vida religiosa — conta a tradição que, logo após o batismo, fixou os olhos na imagem de Cristo Crucificado com uma atenção que chamou a atenção de todos os presentes.
Seus pais cuidaram de lhe dar uma formação esmerada. Gonçalo iniciou os estudos sob a orientação de um piedoso sacerdote e, mais tarde, foi acolhido pelo arcebispo da Arquidiocese de Braga como familiar da casa episcopal. Na escola catedralícia da Sé de Braga, cursou as disciplinas eclesiásticas e recebeu a ordenação sacerdotal, sendo nomeado pároco da freguesia de São Paio de Vizela.
Desejoso de visitar os túmulos dos apóstolos São Pedro e São Paulo em Roma e os Lugares Santos da Palestina, Gonçalo obteve licença do arcebispo, confiou seus paroquianos aos cuidados de um sobrinho, também sacerdote, e partiu em peregrinação. A viagem — primeiro a Roma, depois a Jerusalém — durou 14 anos, período em que aprofundou sua vida espiritual e fortaleceu o ardor missionário que o acompanharia para o resto da vida.
Ao regressar a Portugal, Gonçalo encontrou uma situação inesperada: seu sobrinho havia tomado posse definitiva da paróquia, usurpado seus bens e espalhado a falsa notícia de que o tio havia morrido. Quando Gonçalo apareceu — velho, cansado, mas muito vivo — o sobrinho se recusou a reconhecê-lo e convenceu o arcebispo de que se tratava de um impostor. Conta-se que chegou a soltar cães contra o tio para expulsá-lo. Gonçalo, resignado e sem querer provocar contendas, deixou São Paio de Vizela e partiu pregando o Evangelho pelas terras do norte de Portugal.
Gonçalo fixou-se às margens do rio Tâmega, num lugar quase despovoado que viria a se tornar a cidade de Amarante. Ali ergueu uma pequena ermida sob a invocação de Nossa Senhora da Assunção e se recolheu como eremita, consagrando o tempo à oração, à penitência e à pregação esporádica nos arredores.
Desejando encontrar um caminho mais seguro de santificação, Gonçalo jejuou toda uma Quaresma a pão e água e suplicou fervorosamente à Virgem Maria que lhe indicasse o rumo a seguir. Segundo a tradição, Nossa Senhora apareceu-lhe e orientou-o a procurar a Ordem religiosa que iniciava o seu Ofício Divino com a Saudação Angélica — a Ave-Maria. Era a Ordem dos Pregadores, os Dominicanos, fundada por São Domingos de Gusmão.
Gonçalo dirigiu-se ao Convento de Guimarães, onde foi recebido pelo Beato Pedro González, que logo reconheceu nele um homem santo e lhe concedeu o hábito. Após o noviciado e a profissão dos votos solenes, foi enviado de volta a Amarante com um companheiro para fundar ali uma presença dominicana. A notícia de que o santo eremita havia retornado espalhou-se rapidamente — o povo vinha em grupos, pedindo orações, cura para doenças e orientação espiritual.
Como dominicano, Gonçalo combinou a vida contemplativa com uma pregação ativa e itinerante, viajando por vilarejos e cidades do norte de Portugal para anunciar o Evangelho e promover a paz.
Um dos episódios mais emblemáticos da vida de São Gonçalo é a construção de uma ponte sobre o rio Tâmega. Compadecido da situação dos viajantes, que arriscavam a vida na travessia perigosa do rio — especialmente durante as cheias de inverno — Gonçalo decidiu construir uma ponte de pedra. A obra foi considerada impossível para a época.
Conta a tradição que um anjo lhe apareceu e indicou o local exato entre dois montes onde a construção deveria ser feita. Gonçalo pôs mãos à obra, angariando pessoalmente donativos nas terras vizinhas e trabalhando ao lado dos operários. Vários milagres são atribuídos à construção: pedras enormes que muitos homens juntos não conseguiam mover, ele as levava sozinho, com uma assistência que vinha "de cima"; quando faltou sustento aos trabalhadores, tocou uma pedra com o bordão, invocou o nome de Jesus, e imediatamente brotou uma fonte de água abundante; em outro momento, traçou o sinal da cruz sobre as águas do rio e uma grande quantidade de peixes apareceu para saciar a fome de todos. A ponte foi concluída e transformou a vida do povoado, resolvendo não apenas o problema da travessia, mas também das inundações. Por esse feito, São Gonçalo tornou-se protetor contra enchentes e tempestades, e é invocado como padroeiro dos engenheiros e construtores.
São Gonçalo era conhecido por sua alegria contagiante e por sua habilidade com a viola. Usava a música como instrumento de evangelização: tocava e dançava para atrair o povo, converter os afastados da fé e promover encontros familiares. Segundo relatos tradicionais, organizava bailes e festas para as mulheres jovens da região, entendendo que, ao proporcionar-lhes diversão honesta, as afastava dos perigos e das tentações. Conta-se que, por penitência, colocava pregos dentro dos sapatos — e por isso dançava "todo torto", sem que ninguém soubesse o motivo.
Ainda em vida, Gonçalo ganhou fama de casamenteiro, pois promovia o encontro entre jovens e os preparava para o matrimônio. Essa tradição atravessou séculos: em Portugal, diz o dito popular que "se Santo Antônio casa as novas, São Gonçalo casa as velhas". Na igreja de Amarante, existe até hoje uma estátua do século XVI com a famosa "corda de São Gonçalo" — reza a tradição que quem a puxasse três vezes teria casamento garantido.
Nos últimos anos de vida, Gonçalo obteve licença de seus superiores dominicanos para retornar à vida eremítica em Amarante. A tradição conta que Nossa Senhora lhe revelou o dia de sua morte, o que lhe permitiu preparar-se dignamente pela recepção dos sacramentos. Faleceu em 10 de janeiro — a data oscila entre 1259 e 1262, conforme as fontes — em sua ermida às margens do Tâmega, onde foi sepultado.
Logo após sua morte, milagres continuaram sendo atribuídos à sua intercessão, e o culto se propagou rapidamente. Poucos anos depois de seu falecimento, já existia no local uma igreja sob a invocação de São Gonçalo. Em 1540, o rei D. João III determinou a construção do grandioso templo e convento que existe até hoje como monumento histórico de Amarante.
Três processos canônicos foram abertos ao longo dos séculos pleiteando a beatificação e canonização de Gonçalo de Amarante. O Papa Júlio III concedeu o culto público em 24 de abril de 1551. O breve pontifício da beatificação foi promulgado em 16 de setembro de 1561, por comissão do Papa Pio IV, através do bispo da Diocese do Porto, D. Rodrigo Pinheiro. Em 1671, o Papa Clemente X estendeu o ofício e a missa de São Gonçalo a toda a Ordem Dominicana.
É importante notar que, embora amplamente venerado como santo pela devoção popular — e assim invocado há séculos — Gonçalo de Amarante nunca foi formalmente canonizado. Para a Igreja Católica, permanece como Beato. Essa distinção, no entanto, nunca diminuiu a intensidade da devoção: para o povo, ele é e sempre foi "São Gonçalo".
O culto a São Gonçalo de Amarante chegou ao Brasil com os colonizadores portugueses e se enraizou profundamente na cultura popular, especialmente no Nordeste. O Padre Antônio Vieira, o maior orador sacro da língua portuguesa, escreveu um célebre sermão sobre São Gonçalo — provavelmente pregado na Bahia —, no qual dividiu a vida do santo em cinco "vigílias" e o exaltou como "santo, e admirável santo" em cada fase de sua existência.
No sermão, Vieira retratou a amplitude da devoção popular ao santo: "Se não têm filhos, a São Gonçalo os pedem; e se têm muitos, a São Gonçalo consultam. Se hão de casar as filhas, São Gonçalo é o casamenteiro. A ele encomendam os pastores os gados, os lavradores as sementeiras; a ele pedem o sol, a ele a chuva."
A festa de São Gonçalo foi registrada no Brasil desde pelo menos 1718, na Bahia. Hoje, São Gonçalo é padroeiro de diversas cidades brasileiras, incluindo São Gonçalo do Amarante (Ceará e Rio Grande do Norte), São Gonçalo (Rio de Janeiro), Itapissuma (Pernambuco), Cajari, Matinha e Viana (Maranhão), Cuiabá (Mato Grosso), e — naturalmente — São Gonçalo do Sapucaí (Minas Gerais), nossa cidade. Em muitas dessas localidades, as tradicionais Danças de São Gonçalo são celebradas como manifestação de fé e pagamento de promessas, com violeiros e dançadores que reverenciam o santo em celebrações que podem durar a noite inteira.
22 igrejas/capelas cadastradas
Rua Padre Mário, 65, Centro
Endereço não informado
Endereço não informado
Praça Nossa Sra. Aparecida, Distrito de Caneiros
, Distrito de Ferreiras
Endereço não informado
Endereço não informado
Endereço não informado
Endereço não informado
Endereço não informado
Endereço não informado
Endereço não informado
Endereço não informado
Endereço não informado
Endereço não informado
Praça Getúlio Vargas, Largo do Rosário
Endereço não informado
Endereço não informado
Endereço não informado
Endereço não informado
Endereço não informado
Endereço não informado
11 membros na equipe pastoral
20 comunidades em missão permanente
A paróquia está organizada em 20 comunidades que refletem a diversidade e a extensão da ação pastoral: 7 rurais e 13 urbanas.
A paróquia é conduzida por um pároco dedicado ao serviço da comunidade, auxiliado por vigários paroquiais e apoiado por diáconos, religiosos, religiosas e leigos comprometidos com a missão evangelizadora.
Conhecer PastoraisA Paróquia São Gonçalo de Amarante convida você e sua família a fazer parte desta comunidade. Nossas portas estão abertas para o diálogo, para a oração e para o acolhimento de todos.
Sede Paroquial: Rua Padre Mário, 65 - Centro - São Gonçalo do Sapucaí, MG
CEP: 37490-000
Telefone: (35) 3241-1219 | (35) 98403-7578
Este site usa cookies para melhorar sua experiência. Você pode aceitar ou configurar suas preferências.