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Liturgia Diária

Domingo, 29 de março de 2026 - Domingo de Ramos da Paixão do Senhor

Celebração do dia

Domingo, 29 de março de 2026

Vermelho Domingo de Ramos da Paixão do Senhor
1

Antífona de entrada

Texto litúrgico
Hosana ao Filho de Davi! Bendito o que vem em nome do Senhor! Rei de Israel, hosana nas alturas! (Cf. Mt 21, 9)
2

Oração do dia

Texto litúrgico
Deus eterno e todo-poderoso, para dar ao gênero humano um exemplo de humildade, quisestes que o nosso Salvador assumisse a condição humana e morresse na cruz. Concedei-nos aprender os ensinamentos de sua paixão e participar de sua ressurreição. Ele, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.
3

Primeira leitura

Leitura

Is 50, 4-7

Leitura do Livro do profeta Isaías

O Senhor Deus deu-me língua adestrada, para que eu saiba dizer palavras de conforto à pessoa abatida; ele me desperta cada manhã e me excita o ouvido, para prestar atenção como um discípulo.5O Senhor abriu-me os ouvidos; não lhe resisti nem voltei atrás.6Ofereci as costas para me baterem e as faces para me arrancarem a barba; não desviei o rosto de bofetões e cusparadas.7Mas o Senhor Deus é meu Auxiliador, por isso não me deixei abater o ânimo, conservei o rosto impassível como pedra, porque sei que não sairei humilhado.
4

Salmo

Leitura

Sl 21

— Riem de mim todos aqueles que me veem, torcem os lábios e sacodem a cabeça: “Ao Senhor se confiou, ele o liberte e agora o salve, se é verdade que ele o ama!”
— Cães numerosos me rodeiam furiosos, e por um bando de malvados fui cercado. Transpassaram minhas mãos e os meus pés e eu posso contar todos os meus ossos.
— Eles repartem entre si as minhas vestes e sorteiam entre si a minha túnica. Vós, porém, ó meu Senhor, não fiqueis longe, ó minha força, vinde logo em meu socorro!
— Anunciarei o vosso nome a meus irmãos e no meio da assembleia hei de louvar-vos! Vós que temeis ao Senhor Deus, dai-lhe louvores, glorificai-o, descendentes de Jacó, e respeitai-o, toda a raça de Israel!
5

Segunda leitura

Leitura

Fl 2, 6-11

Leitura da Carta de São Paulo aos Filipenses

Jesus Cristo, existindo em condição divina, não fez do ser igual a Deus uma usurpação,7mas ele esvaziou-se a si mesmo, assumindo a condição de escravo e tornando-se igual aos homens. Encontrado com aspecto humano,8humilhou-se a si mesmo, fazendo-se obediente até a morte, e morte de cruz.9Por isso, Deus o exaltou acima de tudo e lhe deu o Nome que está acima de todo nome.10Assim, ao nome de Jesus, todo joelho se dobre no céu, na terra e abaixo da terra,11e toda língua proclame: “Jesus Cristo é o Senhor”, para a glória de Deus Pai.
6

Evangelho

Leitura

Opção 1

Mt 21,1-11 (Entrada em Jerusalem)

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo ✠ segundo Mateus

Naquele tempo, Jesus e seus discípulos aproximaram-se de Jerusalém e chegaram a Betfagé, no monte das Oliveiras. Então Jesus enviou dois discípulos, dizendo-lhes: “Ide até o povoado que está ali na frente, e logo encontrareis uma jumenta amarrada, e com ela um jumentinho. Desamarrai-a e trazei-os a mim! Se alguém vos disser alguma coisa, direis: ‘O Senhor precisa deles, mas logo os devolverá’”. Isso aconteceu para se cumprir o que foi dito pelo profeta: “Dizei à filha de Sião: Eis que o teu rei vem a ti, manso e montado num jumento, num jumentinho, num potro de jumenta”. Então os discípulos foram e fizeram como Jesus lhes havia mandado. Trouxeram a jumenta e o jumentinho e puseram sobre eles suas vestes, e Jesus montou. A numerosa multidão estendeu suas vestes pelo caminho, enquanto outros cortavam ramos das árvores, e os espalhavam pelo caminho. As multidões que iam na frente de Jesus e os que o seguiam, gritavam: “Hosana ao Filho de Davi! Bendito o que vem em nome do Senhor! Hosana no mais alto dos céus!” Quando Jesus entrou em Jerusalém a cidade inteira se agitou, e diziam: “Quem é este homem?” E as multidões respondiam: “Este é o profeta Jesus, de Nazaré da Galileia”.

Opção 2

Mt 26,14-27,66 (mais longo)

Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo ✠ segundo Mateus

Naquele tempo, 14 Um dos doze discípulos, chamado Judas Iscariotes, foi ter com os sumos sacerdotes 15 e disse: "O que me dareis se vos entregar Jesus?" Combinaram, então, trinta moedas de prata. 16 E daí em diante, Judas procurava uma oportunidade para entregar Jesus. 17 No primeiro dia da festa dos ázimos, os discípulos aproximaram-se de Jesus e perguntaram: "Onde queres que façamos os preparativos para comer a Páscoa?" 18 Jesus respondeu: "Ide à cidade, procurai certo homem e dizei-lhe: 'O Mestre manda dizer: o meu tempo está próximo, vou celebrar a Páscoa em tua casa, junto com meus discípulos'". 19 Os discípulos fizeram como Jesus mandou e prepararam a Páscoa. 20 Ao cair da tarde, Jesus pôs-se à mesa com os doze discípulos. 21 Enquanto comiam, Jesus disse: "Em verdade eu vos digo, um de vós vai me trair". 22 Eles ficaram muito tristes e, um por um, começaram a lhe perguntar: "Senhor, será que sou eu?" 23 Jesus respondeu: "Quem vai me trair é aquele que comigo põe a mão no prato. 24 O Filho do Homem vai morrer, conforme diz a Escritura a respeito dele. Contudo, ai daquele que trair o Filho do Homem! Seria melhor que nunca tivesse nascido!" 25 Então Judas, o traidor, perguntou: "Mestre, serei eu?" Jesus lhe respondeu: "Tu o dizes". 26 Enquanto comiam, Jesus tomou um pão e, tendo pronunciado a bênção, partiu-o, distribuiu-o aos discípulos, e disse: "Tomai e comei, isto é o meu corpo". 27 Em seguida, tomou um cálice, deu graças e entregou-lhes, dizendo: "Bebei dele todos. 28 Pois isto é o meu sangue, o sangue da aliança, que é derramado em favor de muitos, para remissão dos pecados. 29 Eu vos digo: de hoje em diante não beberei deste fruto da videira, até ao dia em que, convosco, beberei o vinho novo no Reino do meu Pai". 30 Depois de terem cantado salmos, foram para o monte das Oliveiras. 31 Então Jesus disse aos discípulos: "Esta noite, vós ficareis decepcionados por minha causa. Pois assim diz a Escritura: 'Ferirei o pastor e as ovelhas do rebanho se dispersarão'. 32 Mas, depois de ressuscitar, eu irei à vossa frente para a Galileia". 33 Disse Pedro a Jesus: "Ainda que todos fiquem decepcionados por tua causa, eu jamais ficarei". 34 Jesus lhe declarou: "Em verdade eu te digo, que, esta noite, antes que o galo cante, tu me negarás três vezes". 35 Pedro respondeu: "Ainda que eu tenha de morrer contigo, mesmo assim não te negarei". E todos os discípulos disseram a mesma coisa. 36 Então Jesus foi com eles a um lugar chamado Getsêmani, e disse: "Sentai-vos aqui, enquanto eu vou até ali para rezar!" 37 Jesus levou consigo Pedro e os dois filhos de Zebedeu, e começou a ficar triste e angustiado. 38 Então Jesus lhes disse: "Minha alma está triste até á morte. Ficai aqui e vigiai comigo!" 39 Jesus foi um pouco mais adiante, prostrou-se com o rosto por terra e rezou: "Meu Pai, se é possível, afaste-se de mim este cálice. Contudo, não seja feito como eu quero, mas sim como tu queres". 40 Voltando para junto dos discípulos, Jesus encontrou-os dormindo, e disse a Pedro: "Vós não fostes capazes de fazer uma hora de vigília comigo? 41 Vigiai e rezai, para não cairdes em tentação; pois o espírito está pronto, mas a carne é fraca". 42 Jesus se afastou pela segunda vez e rezou: "Meu Pai, se este cálice não pode passar sem que eu o beba, seja feita a tua vontade!" 43 Ele voltou de novo e encontrou os discípulos dormindo, porque seus olhos estavam pesados de sono. 44 Deixando-os, Jesus afastou-se e rezou pela terceira vez, repetindo as mesmas palavras. 45 Então voltou para junto dos discípulos e disse: "Agora podeis dormir e descansar. Eis que chegou a hora e o Filho do Homem é entregue nas mãos dos pecadores. 46 Levantai-vos! Vamos! Aquele que me vai trair, já está chegando". 47 Jesus ainda falava, quando veio Judas, um dos Doze, com uma grande multidão armada de espadas e paus. Vinham a mandado dos sumos sacerdotes e dos anciãos do povo. 48 O traidor tinha combinado com eles um sinal, dizendo: "Jesus é aquele que eu beijar; prendei-o!" 49 Judas, logo se aproximou de Jesus, dizendo: "Salve, Mestre!" E beijou-o. 50 Jesus lhe disse: "Amigo, a que vieste?" Então os outros avançaram lançaram as mãos sobre Jesus e o prenderam. 51 Nesse momento, um dos que estavam com Jesus estendeu a mão, puxou a espada, e feriu o servo do Sumo Sacerdote, cortando-lhe a orelha. 52 Jesus, porém, lhe disse: "Guarda a espada na bainha! pois todos os que usam a espada pela espada morrerão. 53 Ou pensas que eu não poderia recorrer ao meu Pai e ele me mandaria logo mais de doze legiões de anjos? 54 Então, como se cumpririam as Escrituras, que dizem que isso deve acontecer?" 55 E, naquela hora, Jesus disse à multidão: "Vós viestes com espadas e paus para me prender, como se eu fosse um assaltante. Todos os dias, no Templo, eu me sentava para ensinar, e vós não me prendestes". 56 Porém, tudo isto aconteceu para se cumprir o que os profetas escreveram. Então todos os discípulos, abandonando Jesus, fugiram. 57 Aqueles que prenderam Jesus levaram-no à casa do Sumo Sacerdote Caifás, onde estavam reunidos os mestres da Lei e os anciãos. 58 Pedro seguiu Jesus de longe até o pátio interno da casa do Sumo Sacerdote. Entrou e sentou-se com os guardas para ver como terminaria tudo aquilo. 59 Ora, os sumos sacerdotes e todo o Sinédrio procuravam um falso testemunho contra Jesus, a fim de condená-lo à morte. 60 E nada encontraram, embora se apresentassem muitas falsas testemunhas. Por fim, vieram duas testemunhas, 61 que afirmaram: "Este homem declarou: 'posso destruir o Templo de Deus e construí-lo de novo em três dias'". 62 Então o Sumo Sacerdote levantou-se e perguntou a Jesus: "Nada tens a responder ao que estes testemunham contra ti?" 63 Jesus, porém, continuava calado. E o Sumo Sacerdote lhe disse: "Eu te conjuro pelo Deus vivo que nos digas se tu és o Messias, o Filho de Deus". 64 Jesus respondeu: "Tu o dizes. Além disso, eu vos digo que de agora em diante vereis o Filho do Homem sentado à direita do Todo-poderoso, vindo sobre as nuvens do céu". 65 Então o sumo sacerdote rasgou suas vestes e disse: "Blasfemou! Que necessidade temos ainda de testemunhas? Pois agora mesmo vós ouvistes a blasfêmia. 66 Que vos parece?" Responderam: "É réu de morte!" 67 Então cuspiram no rosto de Jesus e o esbofetearam. Outros lhe deram bordoadas, 68 dizendo: "Faze-nos uma profecia, Cristo, quem foi que te bateu?" 69 Pedro estava sentado fora, no pátio. Uma criada chegou perto dele e disse: "Tu também estavas com Jesus, o Galileu!" 70 Mas ele negou diante de todos: "Não sei o que tu estás dizendo". 71 E saiu para a entrada do pátio. Então uma outra criada viu Pedro e disse aos que estavam ali: "Este também estava com Jesus, o Nazareno". 72 Pedro negou outra vez, jurando: "Nem conheço esse homem!" 73 Pouco depois, os que estavam ali aproximaram-se de Pedro e disseram: "É claro que tu também és um deles, pois o teu modo de falar te denuncia". 74 Pedro começou a maldizer e a jurar, dizendo que não conhecia esse homem!" E nesse instante o galo cantou. 75 Pedro se lembrou do que Jesus tinha dito: "Antes que o galo cante, tu me negarás três vezes". E saindo dali, chorou amargamente. 27,1 De manhã cedo, todos os sumos sacerdotes e os anciãos do povo convocaram um conselho contra Jesus, para condená-lo à morte. 2 Eles o amarraram, levaram-no e o entregaram a Pilatos, o governador. 3 Então Judas, o traidor, ao ver que Jesus fora condenado, ficou arrependido e foi devolver as trinta moedas de prata aos sumos sacerdotes e aos anciãos, 4 dizendo: "Pequei, entregando à morte um homem inocente". Eles responderam: "O que temos nós com isso? O problema é teu". 5 Judas jogou as moedas no santuário, saiu e foi se enforcar. 6 Recolhendo as moedas, os sumos sacerdotes disseram: "É contra a Lei colocá-las no tesouro do Templo, porque é preço de sangue". 7 Então discutiram em conselho e compraram com elas o Campo do Oleiro, para aí fazer o cemitério dos estrangeiros. 8 É por isso que aquele campo até hoje é chamado de "Campo de Sangue". 9 Assim se cumpriu o que tinha dito o profeta Jeremias: "Eles pegaram as trinta moedas de prata - preço do Precioso, preço com que os filhos de Israel o avaliaram - 10 e as deram em troca do Campo do Oleiro, conforme o Senhor me ordenou!" 11 Jesus foi posto diante do governador, e este o interrogou: "Tu és o rei dos judeus?" Jesus declarou: "É como dizes", 12 e nada respondeu, quando foi acusado pelos sumos sacerdotes e anciãos. 13 Então Pilatos perguntou: "Não estás ouvindo de quanta coisa eles te acusam?" 14 Mas Jesus não respondeu uma só palavra, e o governador ficou muito impressionado. 15 Na festa da Páscoa, o governador costumava soltar o prisioneiro que a multidão quisesse. 16 Naquela ocasião, tinham um prisioneiro famoso, chamado Barrabás. 17 Então Pilatos perguntou à multidão reunida: "Quem vós quereis que eu solte: Barrabás, ou Jesus, a quem chamam de Cristo?" 18 Pilatos bem sabia que eles haviam entregado Jesus por inveja. 19 Enquanto Pilatos estava sentado no tribunal, sua mulher mandou dizer a ele: "Não te envolvas com esse justo! Porque esta noite, em sonho, sofri muito por causa dele". 20 Porém, os sumos sacerdotes e os anciãos convenceram as multidões para que pedissem Barrabás e que fizessem Jesus morrer. 21 O governador tornou a perguntar: "Qual dos dois quereis que eu solte?" Eles gritaram: "Barrabás". 22 Pilatos perguntou: "Que farei com Jesus, que chamam de Cristo?" Todos gritaram: "Seja crucificado!" 23 Pilatos falou: "Mas, que mal ele fez?" Eles, porém, gritaram com mais força: "Seja crucificado!" 24 Pilatos viu que nada conseguia e que poderia haver uma revolta. Então mandou trazer água, lavou as mãos diante da multidão, e disse: "Eu não sou responsável pelo sangue deste homem. Este é um problema vosso!" 25 O povo todo respondeu: "Que o sangue dele caia sobre nós e sobre os nossos filhos". 26 Então Pilatos soltou Barrabás, mandou flagelar Jesus, e entregou-o para ser crucificado. 27 Em seguida, os soldados de Pilatos levaram Jesus ao palácio do governador, e reuniram toda a tropa em volta dele. 28 Tiraram sua roupa e o vestiram com um manto vermelho; 29 depois teceram uma coroa de espinhos, puseram a coroa em sua cabeça, e uma vara em sua mão direita. Então se ajoelharam diante de Jesus e zombaram, dizendo: "Salve, rei dos judeus!" 30 Cuspiram nele e, pegando uma vara, bateram na sua cabeça. 31 Depois de zombar dele, tiraram-lhe o manto vermelho e, de novo, o vestiram com suas próprias roupas. Daí o levaram para crucificar. 32 Quando saíam, encontraram um homem chamado Simão, da cidade de Cirene, e o obrigaram a carregar a cruz de Jesus. 33 E chegaram a um lugar chamado Gólgota, que quer dizer "lugar da caveira". 34 Ali deram vinho misturado com fel para Jesus beber. Ele provou, mas não quis beber. 35 Depois de o crucificarem, fizeram um sorteio, repartindo entre si as suas vestes. 36 E ficaram ali sentados, montando guarda. 37 Acima da cabeça de Jesus puseram o motivo da sua condenação: "Este é Jesus, o Rei dos Judeus". 38 Com ele também crucificaram dois ladrões, um à direita e outro à esquerda de Jesus. 39 As pessoas que passavam por ali o insultavam, balançando a cabeça e dizendo: 40 "Tu que ias destruir o Templo e construí-lo de novo em três dias, salva-te a ti mesmo! Se és o Filho de Deus, desce da cruz!" 41 Do mesmo modo, os sumos sacerdotes, junto com os mestres da Lei e os anciãos, também zombaram de Jesus: 42 "A outros salvou... a si mesmo não pode salvar! É Rei de Israel... Desça agora da cruz! e acreditaremos nele. 43 Confiou em Deus; que o livre agora, se é que Deus o ama! Já que ele disse: Eu sou o Filho de Deus". 44 Do mesmo modo, também os dois ladrões que foram crucificados com Jesus, o insultavam. 45 Desde o meio-dia até às três horas da tarde, houve escuridão sobre toda a terra. 46 Pelas três horas da tarde, Jesus deu um forte grito: "Eli, Eli, lamá sabactâni?", que quer dizer: "Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?" 47 Alguns dos que ali estavam, ouvindo-o, disseram: "Ele está chamando Elias!" 48 E logo um deles, correndo, pegou uma esponja, ensopou-a em vinagre, colocou-a na ponta de uma vara, e lhe deu para beber. 49 Outros, porém, disseram: "Deixa, vamos ver se Elias vem salvá-lo!" 50 Então Jesus deu outra vez um forte grito e entregou o espírito. (Aqui todos se ajoelham e faz-se uma pausa.) 51 E eis que a cortina do santuário rasgou-se de alto a baixo, em duas partes, a terra tremeu e as pedras se partiram. 52 Os túmulos se abriram e muito corpos dos santos falecidos ressuscitaram! 53 Saindo dos túmulos, depois da ressurreição de Jesus, apareceram na Cidade Santa e foram vistos por muitas pessoas. 54 O oficial e os soldados que estavam com ele guardando Jesus, ao notarem o terremoto e tudo que havia acontecido, ficaram com muito medo e disseram: "Ele era mesmo Filho de Deus!" 55 Grande número de mulheres estava ali, olhando de longe. Elas haviam acompanhado Jesus desde a Galileia, prestando-lhe serviços. 56 Entre elas estavam Maria Madalena, Maria, mãe de Tiago e de José, e a mãe dos filhos de Zebedeu. 57 Ao entardecer, veio um homem rico de Arimateia, chamado José, que também se tornara discípulo de Jesus. 58 Ele foi procurar Pilatos e pediu o corpo de Jesus. Então Pilatos mandou que lhe entregassem o corpo. 59 José, tomando o corpo, envolveu-o num lençol limpo, 60 e o colocou em um túmulo novo, que havia mandado escavar na rocha. Em seguida, rolou uma grande pedra para fechar a entrada do túmulo, e retirou-se. 61 Maria Madalena e a outra Maria estavam ali sentadas, diante do sepulcro. 62 No dia seguinte, como era o dia depois da preparação para o sábado, os sumos sacerdotes e os fariseus foram ter com Pilatos, 63 e disseram: "Senhor, nós nos lembramos de que quando este impostor ainda estava vivo, disse: 'Depois de três dias eu ressuscitarei!' 64 Portanto, manda guardar o sepulcro até ao terceiro dia, para não acontecer que os discípulos venham roubar o corpo e digam ao povo: 'Ele ressuscitou dos mortos!' pois essa última impostura seria pior do que a primeira". 65 Pilatos respondeu: "Tendes uma guarda. Ide e guardai o sepulcro como melhor vos parecer". 66 Então eles foram reforçar a segurança do sepulcro: lacraram a pedra e montaram guarda.

Opção 3

Mt 27,11-54 (mais breve)

Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo ✠ segundo Mateus

N (Narrador): Naquele tempo,11Jesus foi posto diante de Pôncio Pilatos, e este o interrogou:
L (Leitor): Tu és o rei dos judeus?
N: Jesus declarou:
P (Presidente): É como dizes.
N:
12E nada respondeu, quando foi acusado pelos sumos sacerdotes e anciãos.13Então Pilatos perguntou:
L: Não estás ouvindo de quanta coisa eles te acusam?
N:
14Mas Jesus não respondeu uma só palavra, e o governador ficou muito impressionado.15Na festa da Páscoa, o governador costumava soltar o prisioneiro que a multidão quisesse.16Naquela ocasião, tinham um prisioneiro famoso, chamado Barrabás.17Então Pilatos perguntou à multidão reunida:
L: Quem vós quereis que eu solte: Barrabás ou Jesus, a quem chamam de Cristo?
N:
18Pilatos bem sabia que eles haviam entregado Jesus por inveja.19Enquanto Pilatos estava sentado no tribunal, sua mulher mandou dizer a ele:
L: Não te envolvas com esse justo! Porque esta noite, em sonho, sofri muito por causa dele.
N:
20Porém os sumos sacerdotes e os anciãos convenceram as multidões para que pedissem Barrabás e que fizessem Jesus morrer.21O governador tornou a perguntar:
L: Qual dos dois quereis que eu solte?
N: Eles gritaram:
G (Grupo ou assembleia): Barrabás.
N:
22Pilatos perguntou:
L: Que farei com Jesus, que chamam de Cristo?
N: Todos gritaram:
G: Seja crucificado!
N:
23Pilatos falou:
L: Mas que mal ele fez?
N: Eles, porém, gritaram com mais força:
G: Seja crucificado!
N:
24Pilatos viu que nada conseguia e que poderia haver uma revolta. Então mandou trazer água, lavou as mãos diante da multidão e disse:
L: Eu não sou responsável pelo sangue deste homem. Este é um problema vosso!
N:
25O povo todo respondeu:
G: Que o sangue dele caia sobre nós e sobre os nossos filhos.
N:
26Então Pilatos soltou Barrabás, mandou flagelar Jesus e entregou-o para ser crucificado.27Em seguida, os soldados de Pilatos levaram Jesus ao palácio do governador e reuniram toda a tropa em volta dele.28Tiraram sua roupa e o vestiram com um manto vermelho;29depois teceram uma coroa de espinhos, puseram a coroa em sua cabeça e uma vara em sua mão direita. Então se ajoelharam diante de Jesus e zombaram, dizendo:
G: Salve, rei dos judeus!
N:
30Cuspiram nele e, pegando uma vara, bateram na sua cabeça.31Depois de zombar dele, tiraram-lhe o manto vermelho e, de novo, o vestiram com suas próprias roupas. Daí o levaram para crucificar.32Quando saíam, encontraram um homem chamado Simão, da cidade de Cirene, e o obrigaram a carregar a cruz de Jesus.33E chegaram a um lugar chamado Gólgota, que quer dizer “lugar da caveira”.34Ali deram vinho misturado com fel para Jesus beber. Ele provou, mas não quis beber.35Depois de o crucificarem, fizeram um sorteio, repartindo entre si as suas vestes.36E ficaram ali sentados, montando guarda.37Acima da cabeça de Jesus puseram o motivo da sua condenação: “Este é Jesus, o rei dos judeus”.38Com ele também crucificaram dois ladrões, um à direita e outro à esquerda de Jesus.39As pessoas que passavam por ali o insultavam, balançando a cabeça e dizendo:
G:
40Tu que ias destruir o templo e construí-lo de novo em três dias, salva-te a ti mesmo! Se és o Filho de Deus, desce da cruz!
N:
41Do mesmo modo, os sumos sacerdotes, junto com os mestres da lei e os anciãos, também zombavam de Jesus:
G:
42A outros salvou… a si mesmo não pode salvar! É rei de Israel… Desça agora da cruz! e acreditaremos nele.43Confiou em Deus; que o livre agora, se é que Deus o ama! Já que ele disse: Eu sou o Filho de Deus.
N:
44Do mesmo modo, também os dois ladrões, que foram crucificados com Jesus, o insultavam.45Desde o meio-dia até as três horas da tarde, houve escuridão sobre toda a terra.46Pelas três horas da tarde, Jesus deu um forte grito:
P: Eli, Eli, lamá sabactâni?
N: Que quer dizer: “Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?”
47Alguns dos que ali estavam, ouvindo-o, disseram:
G: Ele está chamando Elias!
N:
48E logo um deles, correndo, pegou uma esponja, ensopou-a em vinagre, colocou-a na ponta de uma vara e lhe deu para beber.49Outros, porém, disseram:
G: Deixa, vamos ver se Elias vem salvá-lo!
N:
50Então Jesus deu outra vez um forte grito e entregou o espírito.
(Todos se ajoelham num momento de silêncio.)
N:
51E eis que a cortina do santuário rasgou-se de alto a baixo, em duas partes, a terra tremeu e as pedras se partiram.52Os túmulos se abriram e muitos corpos dos santos falecidos ressuscitaram!53Saindo dos túmulos, depois da ressurreição de Jesus, apareceram na cidade santa e foram vistos por muitas pessoas.54O oficial e os soldados que estavam com ele guardando Jesus, ao notarem o terremoto e tudo que havia acontecido, ficaram com muito medo e disseram:
G: Ele era mesmo Filho de Deus!
7

Antífona de comunhão

Texto litúrgico
Meu Pai, se este cálice não pode passar sem que eu o beba, seja feita a tua vontade! (Cf. Mt 26, 42)

Observação pastoral

A liturgia diária segue o Lecionário da Igreja para a data selecionada. Em celebrações paroquiais específicas, prevalecem sempre as orientações do celebrante e da secretaria.

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