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Liturgia Diária

Domingo, 21 de março de 2027 - Domingo de Ramos da Paixão do Senhor

Celebração do dia

Domingo, 21 de março de 2027

Vermelho Domingo de Ramos da Paixão do Senhor
1

Antífona de entrada

Texto litúrgico
Hosana ao Filho de Davi! Bendito o que vem em nome do Senhor! Rei de Israel, hosana nas alturas! (Cf. Mt 21, 9)
2

Oração do dia

Texto litúrgico
Deus eterno e todo-poderoso, para dar ao gênero humano um exemplo de humildade, quisestes que o nosso Salvador assumisse a condição humana e morresse na cruz. Concedei-nos aprender os ensinamentos de sua paixão e participar de sua ressurreição. Ele, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.
3

Primeira leitura

Leitura

Is 50, 4-7

Leitura do Livro do profeta Isaías

O Senhor Deus deu-me língua adestrada, para que eu saiba dizer palavras de conforto à pessoa abatida; ele me desperta cada manhã e me excita o ouvido, para prestar atenção como um discípulo.5O Senhor abriu-me os ouvidos; não lhe resisti nem voltei atrás.6Ofereci as costas para me baterem e as faces para me arrancarem a barba; não desviei o rosto de bofetões e cusparadas.7Mas o Senhor Deus é meu Auxiliador, por isso não me deixei abater o ânimo, conservei o rosto impassível como pedra, porque sei que não sairei humilhado.
4

Salmo

Leitura

Sl 21

— Riem de mim todos aqueles que me veem, torcem os lábios e sacodem a cabeça: “Ao Senhor se confiou, ele o liberte e agora o salve, se é verdade que ele o ama!”
— Cães numerosos me rodeiam furiosos, e por um bando de malvados fui cercado. Transpassaram minhas mãos e os meus pés e eu posso contar todos os meus ossos.
— Eles repartem entre si as minhas vestes e sorteiam entre si a minha túnica. Vós, porém, ó meu Senhor, não fiqueis longe, ó minha força, vinde logo em meu socorro!
— Anunciarei o vosso nome a meus irmãos e no meio da assembleia hei de louvar-vos! Vós que temeis ao Senhor Deus, dai-lhe louvores, glorificai-o, descendentes de Jacó, e respeitai-o, toda a raça de Israel!
5

Segunda leitura

Leitura

Fl 2, 6-11

Leitura da Carta de São Paulo aos Filipenses

Jesus Cristo, existindo em condição divina, não fez do ser igual a Deus uma usurpação,7mas ele esvaziou-se a si mesmo, assumindo a condição de escravo e tornando-se igual aos homens. Encontrado com aspecto humano,8humilhou-se a si mesmo, fazendo-se obediente até a morte, e morte de cruz.9Por isso, Deus o exaltou acima de tudo e lhe deu o Nome que está acima de todo nome.10Assim, ao nome de Jesus, todo joelho se dobre no céu, na terra e abaixo da terra,11e toda língua proclame: “Jesus Cristo é o Senhor”, para a glória de Deus Pai.
6

Evangelho

Leitura

Opção 1

Mc 11,1-10 (Entrada em Jerusalém)

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo ✠ segundo Marcos

1Quando se aproximaram de Jerusalém, na altura de Betfagé e de Betânia, junto ao monte das Oliveiras, Jesus enviou dois discípulos,2dizendo: “Ide até o povoado que está em frente e, logo que ali entrardes, encontrareis amarrado um jumentinho que nunca foi montado. Desamarrai-o e trazei-o aqui!3Se alguém disser: ‘Por que fazeis isso?’, dizei: ‘O Senhor precisa dele, mas logo o mandará de volta'”.4Eles foram e encontraram um jumentinho amarrado junto de uma porta, do lado de fora, na rua, e o desamarraram.5Alguns dos que estavam ali disseram: “O que estais fazendo, desamarrando esse jumentinho?”6Os discípulos responderam como Jesus havia dito, e eles permitiram.7Levaram então o jumentinho a Jesus, colocaram sobre ele seus mantos, e Jesus montou.8Muitos estenderam seus mantos pelo caminho, outros espalharam ramos que haviam apanhado nos campos.9Os que iam na frente e os que vinham atrás gritavam: “Hosana! Bendito o que vem em nome do Senhor!10Bendito seja o reino que vem, o reino de nosso pai Davi! Hosana no mais alto dos céus!”

Opção 2

Mc 14,1-15,47 (Paixão do Senhor)

Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo Marcos

Faltavam dois dias para a Páscoa e para a festa dos ázimos. Os sumos sacerdotes e os mestres da Lei procuravam um meio de prender Jesus à traição, para mata-lo. Eles diziam:
Leitor: “Não durante a festa, para que não haja tumulto no meio do povo”.
Narrador: Jesus estava em Betânia, na casa de Simão, o leproso. Quando estava à mesa, chegou uma mulher com um vaso de alabastro cheio de perfume de nardo puro, muito caro. Ela quebrou o vaso e derramou o perfume na cabeça de Jesus. Alguns que estavam ali ficaram indignados e comentavam:
Leitor: “Por que esse desperdício de perfume? Ele poderia ser vendido por mais de trezentas moedas de prata, que seriam dadas aos pobres”.
Narrador: E criticavam fortemente a mulher. Mas Jesus lhes disse:
Celebrante: “Deixai-a em paz! Por que aborrecê-la? Ela praticou uma boa ação para comigo. Pobres sempre tereis convosco, e quando quiserdes podeis fazer-lhes o bem. Quanto a mim, não me tereis para sempre. Ela fez o que podia: derramou perfume em meu corpo, preparando-o para a sepultura. Em verdade vos digo: em qualquer parte que o Evangelho for pregado, em todo o mundo, será contado o que ela fez, como lembrança do seu gesto”.
Narrador: Judas Iscariotes, um dos doze, foi ter com os sumos sacerdotes para entregar-lhes Jesus. Eles ficaram muito contentes quando ouviram isso, e prometeram dar-lhe dinheiro. Então, Juda scomeçou a procurar uma boa oportunidade para entregar Jesus. No primeiro dia dos ázimos, quando se imolava o cordeiro pascal, os discípulos disseram a Jesus:
Leitor: “Onde queres que façamos os preparativos para comeres a Páscoa?”
Narrador: Jesus enviou então dois dos seus discípulos e lhes disse:
Celebrante: “Ide à cidade. Um homem carregando um jarro de água virá ao vosso encontro. Segui-o e dizei ao dono da casa em que ele entrar: ‘O Mestre manda dizer: onde está a salaem que vou comer a Páscoa com os meus discípulos?’ Então ele vos mostrará, no andar decima, uma grande sala, arrumada com almofadas. Ali fareis os preparativos para nós!”
Narrador: Os discípulos saíram e foram à cidade. Encontraram tudo como Jesus havia dito, e preparam a Páscoa. Ao cair da tarde, Jesus foi comos doze. Enquanto estavam à mesa comendo, Jesus disse:
Celebrante: “Em verdade vos digo: um de vós, quecome comigo, vai me trair”.
Narrador: Os discípulos começaram a ficar tristese perguntaram a Jesus, um após o outro:Leitor: “Acaso serei eu?”
Narrador: Jesus lhes disse:
Celebrante: “É um dos doze, que se serve comigo do mesmo prato. O Filho do Homem segue seu caminho, conforme está escrito sobre ele. Ai, porém, daquele que trair o Filho do Homem! Melhor seria que nunca tivesse nascido!
”Narrador: Enquanto comiam, Jesus tomou o pão e, tendo pronunciado a bênção, partiu-o e entregou-lhes, dizendo:
Celebrante: “Tomai, isto é o meu corpo”.
Narrador: Em seguida, tomou o cálice, deu graças, entregou-lhes e todos beberam dele. Jesus lhes disse:
Celebrante: “Isto é o meu sangue, o sangue da aliança, que é derramado em favor de muitos. Em verdade vos digo: não beberei mais do fruto da videira, até o dia em que beberei o vinho novo no Reino de Deus”.
Narrador: Depois de terem cantado o hino, foram para o monte das Oliveiras. Então Jesus disse aos discípulos:
Celebrante: “Todos vós ficareis desorientados, pois está escrito: ‘Ferirei o pastor e as ovelhas se dispersarão’. Mas, depois de ressuscitar, eu vos precederei na Galileia”.
Narrador: Pedro, porém, lhe disse:Leitor: “Mesmo que todos fiquem desorientados, eu não ficarei”.
Narrador: Respondeu-lhe Jesus:
Celebrante: “Em verdade te digo: ainda hoje, esta noite, antes que o galo cante duas vezes, três vezes tu me negarás”.
Narrador: Mas Pedro repetiu com veemência:
Leitor: “Ainda que tenha de morrer contigo, eun ão te negarei”.
Narrador: E todos diziam o mesmo. Chegados a um lugar chamado Getsêmani, disse Jesus aos discípulos:
Celebrante: “Sentai-vos aqui, enquanto eu vou rezar!”
Narrador: Levou consigo Pedro, Tiago e João, e começou a sentir pavor e angústia. Então Jesus lhes disse:
Celebrante: “Minha alma está triste até à morte. Ficai aqui e vigiai”.
Narrador: Jesus foi um pouco mais adiante e, prostrando-se por terra, rezava que, se fosse possível, aquela hora se afastasse dele. Dizia:
Celebrante: “Abá! Pai! Tudo te é possível: Afasta de mim este cálice! Contudo, não seja feito o que eu quero, mas sim o que tu queres!”
Narrador: Voltando, encontrou os discípulos dormindo. Então disse a Pedro:
Celebrante: “Simão, tu estás dormindo? Não pudeste vigiar nem mesmo uma hora? Vigiai eorai, para não cairdes em tentação! Pois o espírito está pronto, mas a carne é fraca”.
Narrador: Jesus afastou-se de novo e rezou, repetindo as mesmas palavras. Voltou outra vez eos encontrou dormindo, porque seus olhos estavam pesados de sono e eles não sabiam o que responder. Ao voltar pela terceira vez, Jesus lhes disse:
Celebrante: “Agora podeis dormir e descansar. Basta! Chegou a hora! Eis que o Filho do Homem é entregue nas mãos dos pecadores. Levantai-vos! Vamos! Aquele que vai me trair já está chegando”.
Narrador: E logo, enquanto Jesus ainda falava, chegou Judas, um dos doze, com uma multidão armada de espadas e paus. Vinham da parte dos sumos sacerdotes, dos mestres da Lei e dos anciãos do povo. O traidor tinha combinado com eles um sinal, dizendo:
Leitor: “É aquele a quem eu beijar. Prendei-o e levai-o com segurança!”
Narrador: Judas logo se aproximou de Jesus dizendo:
Leitor: “Mestre!”
Narrador: E o beijou. Então lançaram as mãos sobre ele e o prenderam. Mas um dos presentes puxou a espada e feriu o empregado do sumo sacerdote, contando-lhe a orelha. Jesus tomou a palavra e disse:
Celebrante: “Vós saístes com espadas e paus para me prender, como se eu fosse um assaltante. Todos os dias eu estava convosco, no Templo, ensinando, e não me prendestes. Mas, isso acontece para que se cumpram as Escrituras”.
Narrador: Então todos o abandonaram e fugiram. Um jovem, vestido apenas com um lençol, estava seguindo a Jesus, e eles o prenderam. Mas o jovem largou o lençol e fugiu nu. Então levaram Jesus ao Sumo Sacerdote, e todos os sumos sacerdotes, os anciãos e os mestres da Lei se reuniram. Pedro seguiu Jesus de longe, até o interior do pátio do Sumo Sacerdote. Sentado com os guardas, aquecia-se junto ao fogo. Ora, os sumos sacerdotes e todo o Sinédrio procuravam um testemunho contra Jesus, para condená-lo à morte, mas não encontravam. Muitos testemunhavam falsamente contra ele, mas seus testemunhos não concordavam. Alguns se levantaram e testemunhara falsamente contra ele, dizendo:
Leitor: “Nós o ouvimos dizer: ‘Vou destruir este templo feito pelas mãos dos homens, e em três dias construirei um outro, que não será feito por mãos humanas!’”
Narrador: Mas nem assim o testemunho deles concordava. Então, o Sumo Sacerdote levantou-se no meio deles e interrogou Jesus:
Leitor: “Nada tens a responder ao que estes testemunharam contra ti¹”
Narrador: Jesus continuou calado, e nada respondeu. O Sumo Sacerdote interrogou-o de novo:
Leitor: “Tu és o Messias, o Filho de Deus Bendito?”
Narrador: Jesus respondeu:
Celebrante: “Eu sou. E vereis o Filho do Homem sentado à direita do Todo-Poderoso, vindo com as nuvens do céu”.
Narrador: O Sumo Sacerdote rasgou suas vestes e disse:
Leitor: “Que necessidade temos ainda de testemunhas? Vós ouvistes a blasfêmia! O que vos parece?”
Narrador: Então todos o julgaram réu de morte. Alguns começaram a cuspir em Jesus. Cobrindo-lhe o rosto, o esbofeteavam e diziam:
Leitor: “Profetiza!”
Narrador: Os guardas também davam-lhe bofetadas. Pedro estava em baixo, no pátio. Chegou uma criada do Sumo Sacerdote, e, quando viu Pedro que se aquecia, olhou bem para ele e disse:
Leitor: “Tu também estavas com Jesus, o Nazareno!”
Narrador: Mas Pedro negou, dizendo:
Leitor: “Não sei e nem compreendo o que estás dizendo!”
Narrador: E foi para fora, para a entrada do pátio. E o galo cantou. A criada viu Pedro, e de novo começou a dizer aos que estavam perto:
Leitor: “Este é um deles”.
Narrador: Mas Pedro negou outra vez. Pouco depois, os que estavam junto diziam novamente a Pedro:
Leitor: “É claro que tu és um deles, pois és da Galileia”.
Narrador: Aí Pedro começou a maldizer e a jurar, dizendo:
Leitor: “Nem conheço esse homem de quem estais falando”.
Narrador: E nesse instante um galo cantou pela segunda vez. Lembrou-se Pedro da palavra que Jesus lhe havia dito:
Celebrante: “Antes que um galo cante duas vezes, três vezes tu me negarás”.
Narrador: Caindo em si, ele começou a chorar. Logo pela manhã, os sumos sacerdotes, com os anciãos, os mestres da Lei e todo o Sinédrio, reuniram-se e tomaram uma decisão. Levaram Jesus amarrado e o entregaram a Pilatos. E Pilatos o interrogou:
Leitor: “Tu és o rei dos judeus?”
Narrador: Jesus respondeu:
Celebrante: “Tu o dizes”.
Narrador: E os sumos sacerdotes faziam muitas acusações contra Jesus. Pilatos o interrogou novamente:
Leitor: “Nada tens a responder? Vê de quanta coisa te acusam!”
Narrador: Mas Jesus não respondeu mais nada, de modo que Pilatos ficou admirado. Por ocasião da Páscoa, Pilatos soltava o prisioneiro que eles pedissem. Havia então um preso, chamado Barrabás, entre os bandidos, que, numa revolta, tinha cometido um assassinato. A multidão subiu a Pilatos e começou a pedir que ele fizesse como era costume. Pilatos perguntou:
Leitor: “Vós quereis que eu solte o rei dos judeus?”
Narrador: Ele bem sabia que os sumos sacerdotes haviam entregado Jesus por inveja. Porém, os sumos sacerdotes instigavam a multidão para que Pilatos lhes soltasse Barrabás. Pilatos perguntou de novo:
Leitor: “Que quereis então que eu faça com o rei dos Judeus?”
Narrador: Mas eles tornaram a gritar:
Todos: Crucifica-o!
Narrador: Pilatos perguntou:
Leitor: “Mas, que mal que ele fez?”
Narrador: Eles, porém, gritaram com mais força:
Todos: Crucifica-o!
Narrador: Pilatos, querendo satisfazer a multidão, soltou Barrabás, mandou flagelar Jesus e o entregou para ser crucificado. Então os soldados o levaram para dentro do palácio, isto é, o pretório, e convocaram toda a tropa. Vestiram Jesus com um manto vermelho, teceram uma coroa de espinhos e a puseram em sua cabeça. E começaram a saudá-lo dizendo:
Todos: Salve, rei dos judeus!”
Narrador: Batiam-lhe na cabeça com uma vara. Cuspiam nele e, dobrando os joelhos, prostravam-se diante dele. Depois de zombarem de Jesus, tiraram-lhe o mando vermelho, vestiram-no de novo com suas próprias roupas e o levaram para fora, a fim de crucifica-lo. Os soldados obrigaram um certo Simão de Cirene, pai de Alexandre e de Rufo, que voltava do campo, a carregar a cruz. Levaram Jesus para o lugar chamado Gólgota, que quer dizer “Calvário”. Deram-lhe vinho misturado com mirra, mas ele não o tomou. Então o crucificaram e repartiram as suas roupas, tirando a sorte, para ver que parte caberia a cada um. Eram nove horas de manhã quando o crucificaram. E ali estava uma inscrição com o motivo de sua condenação: “O Rei dos Judeus”. Com Jesus foram crucificados dois ladrões, um à direita e outro à esquerda. Os que por ali passavam o insultavam, balançando a cabeça e dizendo:
Leitor: “Ah! Tu que destróis o Templo e o reconstróis em três dias, salva-te a ti mesmo, descendo da cruz!”
Narrador: Do mesmo modo, os sumos sacerdotes, com os mestres da Lei, zombavam entre dizendo:
Leitor: “A outros salvou, a si mesmo não pode salvar! O messias, o rei de Israel... que desça agora da cruz, para que vejamos e acreditemos!”
Narrador: Os que foram crucificados com eletambém o insultavam. Quando chegou o meio-dia, houve escuridão sobre toda a terra, até às três horas da tarde. Pelas três da tarde, Jesus gritou com voz forte:
Celebrante: “Eloi, Eloi, lamá sabactâni?”
Narrador: Que quer dizer:
Celebrante: “Meu Deus, meu Deus, por que me abandonastes?”
Narrador: Alguns dos que estavam ali perto, ouvindo-o, disseram:
Leitor: “Vejam, ele está chamando Elias!”
Narrador: Alguém correu e embebeu uma esponja em vinagre, colocou-a na ponta de uma vara e lhe deu de beber, dizendo:
Leitor: “Deixai! Vamos ver se Elias vem tirá-lo da cruz”.
Narrador: Então Jesus deu um forte grito e expirou.
Aqui todos se ajoelham e faz-se uma pausa silenciosa e orante.
Narrador: Nesse momento a cortina do santuário rasgou-se de alto a baixo, em duas partes. Quando o oficial do exército, que estava bem em frente dele, viu como Jesus havia expirado, disse:
Leitor: “Na verdade, este homem era Filho de Deus!”
Narrador: Estavam ali também algumas mulheres, que olhavam de longe; entre elas, Maria Madalena, Maria, mãe de Tiago Menor e de Joset, e Salomé. Elas haviam acompanhado e servido a Jesus quando ele estava na Galileia. Também muitas outras que tinham ido com Jesus a Jerusalém, estavam ali. Era o dia da preparação, isto é, a véspera do sábado, e já caíra a tarde. Então, José de Arimateia, membro respeitável do Conselho, que também esperava o Reino de Deus, cheio de coragem, foi a Pilatos e pediu o corpo de Jesus. Pilatos ficou admirado, quando soube que Jesus estava morto. Chamou o oficial do exército e perguntou se Jesus tinha morrido havia muito tempo. Informado pelo oficial, Pilatos entregou o corpo a José. José comprou um lençol de linho, desceu o corpo da cruz e o envolveu no lençol. Depois colocou-o num túmulo escavado na rocha, e rolou uma pedra à entrada do sepulcro. Maria Madalena e Maria, mãe de Joset, observavam onde Jesus foi colocado.

Opção 3

Mc 15, 1-39 (Paixão do Senhor - Mais breve)

Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo ✠ segundo Marcos

Narrador 1:
Logo pela manhã, os sumos sacerdotes, com os anciãos, os mestres da Lei e todo o Sinédrio, reuniram-se e tomaram uma decisão. Levaram
Jesus amarrado e o entregaram a Pilatos.
2E Pilatos o interrogou:
Leitor 1: “Tu és o rei dos judeus?”
Narrador 1: Jesus respondeu:
† — “Tu o dizes”.
Narrador 1:
3E os sumos sacerdotes faziam muitas acusações contra Jesus.4Pilatos o interrogou novamente:
Leitor 1: “Nada tens a responder? Vê de quanta coisa te acusam!”
Narrador 1:
5Mas Jesus não respondeu mais nada, de modo que Pilatos ficou admirado.6Por ocasião da Páscoa, Pilatos soltava o prisioneiro
que eles pedissem.
7Havia então um preso, chamado Barrabás, entre os bandidos, que, numa revolta, tinha cometido um assassinato.8A
multidão subiu a Pilatos e começou a pedir que ele fizesse como era costume.
9Pilatos perguntou:
Leitor 1: “Vós quereis que eu solte o rei dos judeus?”
Narrador 2:
10Ele bem sabia que os sumos sacerdotes haviam entregado Jesus por inveja.11Porém, os sumos sacerdotes instigaram a multidão
para que Pilatos lhes soltasse Barrabás.
12Pilatos perguntou de novo:
Leitor 1: “Que quereis então que eu faça com o rei dos judeus?”
Narrador 2:
13Mas eles tornaram a gritar:
Todos: — “Crucifica-o!”
Narrador 2:
14Pilatos perguntou:
Leitor 1: “Mas, que mal ele fez?”
Narrador 2: Eles, porém, gritaram com mais força:
Todos: — “Crucifica-o!”
Narrador 2:
15Pilatos, querendo satisfazer a multidão, soltou Barrabás, mandou flagelar Jesus e o entregou para ser crucificado.16Então
os soldados o levaram para dentro do palácio, isto é, o pretório, e convocaram toda a tropa.
17Vestiram Jesus com um manto vermelho,
teceram uma coroa de espinhos e a puseram em sua cabeça.
18E começaram a saudá-lo:
Todos: — “Salve, rei dos judeus!”
Narrador 1:
19Batiam-lhe na cabeça com uma vara. Cuspiam nele e, dobrando os joelhos, prostravam-se diante dele.20Depois de zombarem de
Jesus, tiraram-lhe o manto vermelho, vestiram-no de novo com suas próprias roupas e o levaram para fora, a fim de crucificá-lo.
Narrador 2:
21Os soldados obrigaram um certo Simão de Cirene, pai de Alexandre e de Rufo, que voltava do campo, a carregar a cruz.22Levaram Jesus para o lugar chamado Gólgota, que quer dizer “Calvário”.23Deram-lhe vinho misturado com mirra, mas ele não o tomou.24Então o crucificaram e repartiram as suas roupas, tirando a sorte, para ver que parte caberia a cada um.
Narrador 1:
25Eram nove horas da manhã quando o crucificaram.26E ali estava uma inscrição com o motivo de sua condenação: “O Rei dos
Judeus”.
27Com Jesus foram crucificados dois ladrões, um à direita e outro à esquerda.(28)29Os que por ali passavam o insultavam,
balançando a cabeça e dizendo:
Todos: — “Ah! Tu que destróis o Templo e o reconstróis em três dias,
30salva-te a ti mesmo, descendo da cruz!”
Narrador 1:
31Do mesmo modo, os sumos sacerdotes, com os mestres da Lei, zombavam entre si, dizendo:
Todos: — “A outros salvou, a si mesmo não pode salvar!”
32O Messias, o rei de Israel... que desça agora da cruz, para que vejamos e
acreditemos!”
Narrador 2: Os que foram crucificados com ele também o insultavam.
33Quando chegou o meio-dia, houve escuridão sobre toda a terra, até as
três horas da tarde.
34Pelas três da tarde, Jesus gritou com voz forte:
† — “Eloi, Eloi, lamá sabactâni?”
Narrador 2: Que quer dizer:
† — “Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?”
Narrador 2:
35Alguns dos que estavam ali perto, ouvindo-o, disseram:
Todos: — “Vejam, ele está chamando Elias!”
Narrador 2:
36Alguém correu e embebeu uma esponja em vinagre, colocou-a na ponta de uma vara e lhe deu de beber, dizendo:
Todos: — “Deixai! Vamos ver se Elias vem tirá-lo da cruz”.
Narrador 1:
37Então Jesus deu um forte grito e expirou. (Todos se ajoelham um instante)38Nesse momento, a cortina do santuário rasgou-se
de alto a baixo, em duas partes.
39Quando o oficial do exército, que estava bem em frente dele, viu como Jesus havia expirado, disse:
Todos: — “Na verdade, este homem era Filho de Deus!”
7

Antífona de comunhão

Texto litúrgico
Meu Pai, se este cálice não pode passar sem que eu o beba, seja feita a tua vontade! (Cf. Mt 26, 42)

Observação pastoral

A liturgia diária segue o Lecionário da Igreja para a data selecionada. Em celebrações paroquiais específicas, prevalecem sempre as orientações do celebrante e da secretaria.

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