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Santo do Dia

Quinta-feira, 12 de março de 2026

São Maximiliano de Tébessa
Memoria Branco Santo

São Maximiliano de Tébessa

Quinta-feira, 12 de março de 2026

Resumo do dia

A história de São Maximiliano é um dos primeiros e mais claros registros de objeção de consciência na história da humanidade. No ano de 295 d.C., na Numídia (atual Argélia), Maximiliano, um jovem de 21 anos, foi convocado para servir nas legiões romanas, conforme a lei que exigia que os filhos de veteranos militares fossem recrutados. Levado perante o procônsul Dion, Maximiliano recusou-se a ser medido e a aceitar o selo de chumbo com a imagem do imperador.

Sua resposta foi cortante e firme: "Não posso servir, pois sou cristão". O procônsul tentou convencê-lo, argumentando que havia outros cristãos servindo no exército imperial, mas Maximiliano replicou: "Eles sabem o que lhes convém; mas eu sou cristão e não posso praticar o mal". Para ele, servir ao exército do mundo significava aceitar a violência e o culto idolátrico ao imperador, algo incompatível com o seu serviço ao "Rei dos Reis".

Dion ameaçou-o com a morte caso não cedesse, mas o jovem manteve-se imperturbável, afirmando que sua morte seria apenas uma passagem para a vida eterna. Diante da sua "teimosia" santa, foi condenado à decapitação. Ao caminhar para o local da execução, Maximiliano encorajava os cristãos presentes e pediu ao seu pai que desse a veste nova, preparada para o exército, ao carrasco que o mataria. Seu martírio foi registrado por uma testemunha ocular nas Atas de São Maximiliano, um documento de impressionante autenticidade histórica.

Meditação

São Maximiliano nos ensina sobre a primazia da consciência. Ele nos mostra que a nossa lealdade a Deus deve estar acima de qualquer ideologia, nacionalismo ou exigência estatal que fira os princípios básicos da nossa fé e da nossa humanidade. Maximiliano não era um rebelde sem causa; ele era um homem de princípios que entendeu que o "não" ao mundo é, muitas vezes, o "sim" mais profundo a Deus. Ele nos desafia a perguntar: "Onde eu tenho cedido às pressões sociais para não parecer 'diferente', mesmo quando sinto que a minha fé exige uma postura contrária?".

Sua figura revela a coragem da juventude. Com apenas 21 anos, ele tinha toda a vida pela frente, mas não hesitou em trocá-la pela integridade da sua alma. Ele nos recorda que a santidade não exige "cabelos brancos", mas um coração que sabe a quem pertence. Em um mundo que valoriza o conformismo e o "ir com a maré", Maximiliano é o farol que aponta para a resistência moral. Ele nos ensina que a paz interior não vem de evitar conflitos externos, mas de estar em harmonia com a vontade divina.

Por fim, ele é o modelo do combate não-violento. Ele não pegou em armas para se defender; ele usou a sua palavra e o seu próprio sangue como arma de testemunho. Meditar sobre sua vida é pedir a graça de sermos "soldados de Cristo" no sentido espiritual: prontos para lutar contra o egoísmo, o ódio e a mentira, usando apenas as armas da caridade e da verdade. Ele é o padroeiro dos que lutam pela paz e dos que, por motivo de fé, recusam-se a participar da destruição do próximo.

Oração

Ó Deus, que concedestes ao jovem mártir São Maximiliano a força de preferir o vosso serviço a todas as honras e deveres do mundo, dai-nos, por sua intercessão, a graça de sermos sempre fiéis à nossa consciência iluminada pelo Evangelho. Que saibamos discernir, em meio às vozes do mundo, a vossa voz que nos chama à paz e à justiça. Dai-nos a coragem de sermos vossas testemunhas, mesmo quando o mundo nos exige o silêncio ou a omissão. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, Deus, por todos os séculos dos séculos. Amém.