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Santo do Dia

Sábado, 20 de fevereiro de 2027

Santos Francisco e Jacinta Marto
Memoria Branco Santo

Santos Francisco e Jacinta Marto

Sábado, 20 de fevereiro de 2027

Resumo do dia

A história de Santos Francisco e Jacinta Marto é o testemunho de como a profundidade mística e o heroísmo das virtudes não dependem da idade, mas da docilidade ao Espírito Santo. Nascidos em Aljustrel, uma pequena aldeia de Fátima (Portugal), os irmãos Francisco (1908) e Jacinta (1910) eram crianças camponesas simples, analfabetas e dedicadas ao pastoreio das ovelhas da família, junto com a prima Lúcia de Jesus.

A vida deles foi transformada em 1917 pelas aparições de Nossa Senhora na Cova da Iria. Embora tenham recebido a mesma mensagem, cada um desenvolveu uma espiritualidade única e complementar. Francisco, de temperamento calmo e contemplativo, sentia-se profundamente tocado pela "tristeza de Deus". Sua missão era "consolar o Jesus escondido" no sacrário. Passava horas em oração silenciosa, preferindo o recolhimento à conversa. Jacinta, por sua vez, era vivaz e expansiva, mas após a visão do inferno e dos sofrimentos do mundo, tornou-se uma alma de sacrifício. Ela sentia uma compaixão devoradora pelos pecadores e oferecia voluntariamente suas pequenas refeições e dores pela conversão das almas.

Ambos foram vítimas da pandemia de "gripe espanhola" que assolou a Europa. Francisco faleceu serenamente em casa, em 1919, após receber a sua primeira comunhão. Jacinta sofreu um martírio prolongado por uma pleurisia purulenta, vindo a falecer sozinha em um hospital em Lisboa, em 1920, oferecendo sua solidão pelos pecadores e pelo Papa. Foram canonizados pelo Papa Francisco em 13 de maio de 2017, tornando-se os mais jovens santos não-mártires da história da Igreja.

Meditação

Francisco e Jacinta nos ensinam sobre a seriedade da vida espiritual na infância. Eles nos mostram que a criança não é apenas "potencialmente" santa, mas pode atingir os picos da união mística com Deus através da simplicidade. Francisco nos convida à adoração e ao consolo. Em um mundo que sempre pede algo a Deus, ele nos ensina a simplesmente "estar com Deus" para consolá-Lo. Ele nos desafia a perguntar: "Quanto tempo eu passo em silêncio diante do Senhor, sem pedir nada, apenas amando?".

Jacinta nos revela o valor do sacrifício reparador. Em uma época que foge de qualquer desconforto, a pequena pastora nos ensina que a nossa dor, quando unida à de Cristo, tem um poder redentor imenso. Ela não sofria por masoquismo, mas por amor. Ela entendeu que o nosso egoísmo é o que mais fere o coração de Deus e o dos nossos irmãos. Jacinta nos convida a transformar os pequenos incômodos do dia a dia — uma palavra dura que ouvimos, um cansaço, uma contrariedade — em uma oferta de amor pela paz do mundo e pela conversão dos corações endurecidos.

Por fim, os Pastorinhos nos falam sobre a beleza da promessa eterna. Nossa Senhora prometeu que os levaria logo para o Céu, e eles não tiveram medo da morte. Pelo contrário, esperaram por ela com a alegria de quem vai para um banquete. Meditar sobre a vida de Francisco e Jacinta é pedir a graça de um coração de criança: simples, transparente, capaz de se maravilhar com o sobrenatural e de se entregar inteiramente aos planos de Deus, sem reservas e com uma alegria que não acaba no túmulo.

Oração

Ó Deus, que concedestes aos santos Francisco e Jacinta a graça de contemplar a vossa glória através do olhar materno de Maria, e os inflamastes de amor pelo vosso Filho Jesus e de compaixão pelas almas, concedei-nos, por sua intercessão, a pureza de coração para vos buscarmos em todas as coisas e a coragem para oferecermos a nossa vida pela salvação do mundo. Que o seu exemplo de oração e sacrifício nos ajude a sermos verdadeiras testemunhas do vosso Reino. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, Deus, por todos os séculos dos séculos. Amém.