Menu

Meditação Diária | Quinta-feira depois das Cinzas - #02

Assista ao vídeo e acompanhe a descrição completa.

Homilia Diária 19/02/2026 6 visualizações

Meditação Diária | Quinta-feira depois das Cinzas - #02

Resumo

No segundo dia da nossa caminhada quaresmal, o Padre Marcio Junior nos convida a aprofundar o caminho de retorno ao essencial à luz da espiritualidade de Santo Afonso Maria de Ligório. A Palavra que nos ilumina recorda que Deus nos atrai com laços de amor — Ele não força, não impõe, mas se inclina com ternura diante da nossa fragilidade. Em meio ao barulho e à pressa do mundo, esta meditação nos chama ao silêncio e à escuta. Deus não nos ama à distância: na Eucaristia, Ele se entrega por inteiro — Corpo, Sangue, Alma e Divindade — a um coração humano tantas vezes dividido. Surge então a pergunta decisiva deste tempo: se Ele já nos deu tudo, será demais que nos peça o coração inteiro? Hoje, somos convidados a abrir espaço para Deus. Como gesto concreto, o Padre Marcio Junior propõe, se possível, uma visita ao Santíssimo Sacramento: permanecer alguns minutos em silêncio, deixar-se olhar por Jesus e dizer apenas: “Senhor, eu estou aqui.” Que este segundo dia de Quaresma seja um passo sincero rumo a um coração inteiramente entregue ao Amor.

Descrição

Bom dia, meu irmão. Bom dia, minha irmã. Sejam bem-vindos. Hoje é o segundo dia da nossa meditação quaresmal. É um tempo santo, um tempo favorável, um tempo que a Igreja nos oferece para voltarmos ao essencial. E nesses dias nós queremos caminhar à luz da espiritualidade profunda de Santo Afonso Maria de Ligório — um homem que compreendeu como poucos a delicadeza, a ternura e a radicalidade do amor de Deus, esse amor que Ele tem por mim e por você.

E a palavra que hoje nos ilumina diz assim: "Eu te atraí com laços humanos, com vínculos de amor; inclinei-me para ti, para te alimentar."
Que imagem forte. Que imagem bonita. Deus não nos empurra, não nos força, não nos violenta — Ele nos atrai. Ele nos atrai com amor.
Nós vivemos num mundo acelerado, num mundo tão barulhento. Um mundo muitas vezes cheio de vozes disputando a nossa atenção — com música o tempo todo, com notícias o tempo todo, com mensagens, com opiniões. E no meio de tudo isso, o coração vai ficando cansado, confuso e, muitas vezes, vazio. E Deus, em silêncio, vê a nossa dor, a nossa angústia — e se inclina.
Santo Afonso nos recorda algo belíssimo. Ele diz: Jesus não se contentou em nos amar à distância. Ele não nos enviou apenas palavras, nem somente ensinamentos. Esse Deus se inclina e se faz alimento. Na Eucaristia, Ele não nos dá algo de si — Ele se dá inteiro: corpo, sangue, alma e divindade. Veja que bonito. Em cada Eucaristia que participamos, é Deus inteiro — para um coração humano tão pequeno, tão frágil, tão dividido como o meu e o seu.
E aqui surge uma pergunta inevitável, uma pergunta que muitas vezes nos incomoda, mas que é necessária, sobretudo neste tempo: será demais o Senhor nos pedir o coração inteiro, se Ele já nos deu tudo?
Sejamos sinceros: quantas vezes o nosso coração está dividido — um pouco para Deus e muito para tantas outras coisas, como preocupação, vaidade, ressentimento, medos, distrações? Não é que não amamos a Deus — é que amamos muitas coisas ao mesmo tempo e, com isso, acabamos não amando profundamente. O maior drama espiritual do nosso tempo não é a ausência de Deus, mas a falta de espaço para Ele. É um coração sempre cheio, mas não habitado.
Por isso, hoje Jesus nos diz do fundo do sagrado, do silêncio da Eucaristia: "Meu filho, minha filha, dá-me teu coração."
E aqui entra algo importante: Deus não quer o nosso coração pela metade. Ele não quer sobras, não quer apenas o que é conveniente — Ele quer o nosso coração inteiro. E nos pede isso em silêncio, porque o amor de verdade não grita. O amor de verdade sussurra, espera, se revela na quietude.
Por isso, irmãos e irmãs, como gesto concreto desse segundo dia de Quaresma, eu convido você a uma atitude simples, profunda e transformadora. Se for possível hoje, faça uma visita a Jesus no Santíssimo Sacramento. Não é preciso dizer muitas palavras, não são precisas fórmulas bonitas. Apenas vai. Vai lá na igreja, senta e olha. E, sobretudo, deixa-te olhar. Diz apenas no coração: "Jesus, eu estou aqui." E permanece — nem que por quinze minutos.
Que Santo Afonso Maria de Ligório nos ensine a amar Jesus na Eucaristia com um amor inteiro, simples e fiel. E que este segundo dia de caminhada quaresmal seja um passo a mais na direção de um coração totalmente entregue ao 
Amor dos amores.
Sobre vós, a bênção do Deus Onipotente: Pai, Filho e Espírito Santo. Amém.